
Atrasar o pagamento de uma prestação do crédito habitação é algo que possivelmente já aconteceu aos nossos leitores.
Apesar de estar via débito direto, pode ter acontecido a conta ter ficado sem dinheiro suficiente precisamente no dia em que o débito do banco é feito... e isso é uma enorme chatice.
É que não gera custos somente se o atraso se prolongar durante semanas. A partir do primeiro dia em que a prestação fica por pagar, o banco já pode começar a cobrar juros de mora, calculados dia a dia sobre o valor em falta.
A fórmula usada é definida pelo Banco de Portugal. Assim sendo, à Taxa Anual Nominal do contrato, a chamada TAN, soma-se uma sobretaxa máxima de 3%, sendo esse o valor usado para calcular os juros de mora.
Um crédito com uma TAN de 4,66%, por exemplo, passa a ter uma taxa de juros de mora de 7,66% ao ano enquanto a prestação estiver em atraso.
Esse valor é depois multiplicado pela prestação em dívida, dividido por 360 dias, e multiplicado pelo número de dias de atraso, resultando num valor que apesar de não fazer grande mossa nos bolsos dos portugueses, é completamente evitável.
Há um outro impacto para além do financeiro
É que para além dos juros de mora, o banco está no seu direito de cobrar uma comissão de recuperação dos valores em dívida, que pode ser aplicada uma única vez por cada prestação em atraso.
Esta comissão está limitada a 4% do valor da mensalidade, com um mínimo de 12 euros e um máximo de 150 euros.
Para além do custo financeiro direto, há uma consequência menos imediata mas igualmente relevante.
Qualquer atraso fica registado no Mapa de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal, o que pode dificultar a aprovação de futuros empréstimos ou resultar em condições menos favoráveis.
Mesmo um atraso pontual de poucos dias, por esquecimento ou falha bancária, vale a pena ser regularizado o mais rápido possível, precisamente para limitar tanto os juros acumulados como o impacto no histórico de crédito.
- Pode ser do teu interesse: A conta bancária que todos os bancos são obrigados a oferecer por 5 euros anuais e que a maioria desconhece
