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Conduzi o Renault Captur: SUV compacto a GPL com Android integrado

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Renault

Renault Captur
★★★★☆4Bom

O Renault Captur destaca-se no segmento dos SUV compactos com uma versão Techno Eco-G 120 que alia de forma competente a economia do sistema a GPL a um interior modernizado. Apreciámos bastante o ecossistema Google no ecrã central e projeção dos mapas diretamente no painel de instrumentos, tudo isto com muitos botões físicos. É um Clio mais elevado, com tudo o que isso tem de positivo e negativo.

Prós
  • Integração nativa do ecossistema Google no ecrã central e painel de instrumentos
  • Presença de botões físicos que evitam distrações durante a condução
  • Poupança proporcionada pela gestão da motorização a GPL e gasolina
  • Notável modularidade interior garantida pelo banco traseiro deslizante
Contras
  • A aceleração dos 0-100km/h fixada nos 12,6 segundos é apenas modesta
  • Capacidade base da bagageira fica limitada aos 355 litros nesta configuração
  • A obrigatoriedade da caixa manual nesta motorização bi-fuel pode não agradar a todos
Característica Detalhe
Motor e transmissão 1199 cm3 com 3 cilindros e caixa manual
Potência e binário 120 cavalos e 200 Nm
Desempenho 0 a 100 km/h em 12,6 segundos; velocidade máxima de 180 km/h
Consumo combinado WLTP 7,2 L/100km a GPL e 5,9 L/100km a gasolina
Tecnologia Ecrã openR link de 10,4 polegadas e painel de instrumentos de 10,3 polegadas (Android Automotive)

O mercado dos SUV utilitários não perdoa falhas e a marca francesa tem plena consciência desse nível de exigência constante. O renovado Renault Captur, assim como o novo Clio que testámos, chegou às estradas nacionais com a intenção clara de preservar o seu reinado perante a concorrência.

O acesso a esta gama na versão Eco-G 120 com o nível de equipamento Techno começa nos 25 690 €. Contudo, a unidade que tive oportunidade de testar estava recheada de equipamento opcional, o que elevou o preço de aquisição para os 31 020,64 euros.

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Entre os detalhes visuais que justificam este incremento financeiro, saltam à vista a pintura bicolor em azul iron com tejadilho preto estrela e as jantes em liga leve diamantadas de 18 polegadas, carinhosamente conhecidas como black hole. Fomos testar.

Design: postura firme para a cidade

As linhas exteriores do Captur combinam a presença que se exige a um SUV com uma silhueta totalmente adaptada aos constrangimentos urbanos. A inclusão da antena shark no tejadilho e os vidros traseiros escurecidos acabam por dar ao veículo uma postura mais dinâmica na estrada.

O automóvel apresenta um comprimento total de 4239 milímetros e uma largura de 1797 milímetros sem contar com os espelhos, dimensões que se revelam ideais para gerir o stress do estacionamento em cidades como Lisboa.

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A assinatura luminosa não foi deixada ao acaso, já que este modelo está equipado de origem com faróis diurnos full LED e uma terceira luz de travagem a recorrer exatamente à mesma tecnologia. Mantém a identidade que o tornou popular, com alguma modernização.

Conforto e espaço

Abrir as portas e entrar no habitáculo é encontrar um ambiente desenhado a pensar nos passageiros, mas com respeito pelas necessidades de quem vai ao volante. O conforto físico é assegurado por estofos que misturam tecido e TEP com acabamentos específicos desta versão Techno.

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A gestão da temperatura fica a cargo de um sistema de ar condicionado automático, enquanto a consola central inclui um apoio de braço prático e espaços de arrumação convenientes. Ao contrário da tendência atual de outras marcas que forçam a digitalização de todas as funções, a Renault atuou muito bem ao não abandonar os controlos tradicionais.

Tenho de elogiar a presença de botões físicos reais para praticamente tudo, nomeadamente para os atalhos rápidos e para a gestão da climatização. Esta abordagem agrada imenso aos utilizadores, uma vez que simplifica o uso diário e reduz a necessidade de desviares a atenção da estrada para procurares comandos num monitor.

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A modularidade, um traço genético histórico do modelo, continua a ser um argumento de peso que se nota. O banco traseiro é deslizante e rebatível na proporção de um terço e dois terços. Esta flexibilidade permite jogar com a volumetria interior consoante precises de levar mais passageiros ou mais carga.

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A bagageira fornece um volume mínimo de 355 litros, que podes estender até uns vastos 1465 litros após o rebatimento total dos assentos. O volume mínimo não é o mais elevado, pelo que as famílias grandes podem ter necessidade de apostar noutros modelos. Um Dacia Duster, por exemplo, ganha neste campo.

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Condução: foco no clássico

A marca equipou este modelo com o bloco Eco-G 120, um motor de três cilindros e 1199 centímetros cúbicos aliado de forma exclusiva a uma caixa de velocidades manual. Ou seja, se quiseres caixa automática, não é possível nesta motorização.

A entrega de 120 cavalos de potência máxima e 200 Nm de binário forneceu respostas competentes no fluxo de trânsito citadino e em nacional, onde foram feitos os nossos testes. Podes esperar alcançar os cem quilómetros por hora em 12,6 segundos e a velocidade máxima anunciada está nos 180 km/h em circuito fechado.

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A experiência de condução beneficia de forma substancial do pacote opcional de assistência. A presença do pack parking, driving and advanced safety fornece ao condutor ferramentas, como o alerta de obstáculo traseiro, o alerta de ângulo morto e a intervenção ativa na prevenção de saída da via.

A câmara digital 3D com visão de 360 graus trabalha com o sistema de ajuda ao estacionamento dianteiro, traseiro e lateral. Não tem uma qualidade premium, mas é suficiente para que qualquer manobra seja um processo muito simples e intuitivo.

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Tecnologia: Android Automotive no seu melhor

A tecnologia no interior deste SUV é o aspeto que mais se destaca. O painel central exibe com orgulho o ecrã openR link de 10,4 polegadas, que se diferencia logo à partida de muitas marcas por trazer o ecossistema Google de forma nativa.

Há aqui obviamente Android Auto e Apple CarPlay sem fios disponíveis, mas ter Android Automotive é estar um nível acima. Basta ligares a tua conta Google ao carro e podes instalar as aplicações mais importantes sem necessidade de ligar o smartphone: Maps, Waze, Spotify, Youtube, tudo intregrado.

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O condutor tem ainda pela frente um ecrã digital de 10,3 polegadas focado em apresentar os dados importantes da viagem, como consumos e odómetro. Mas vai muito além disso, neste modelo da Renault.

Devemos destacar e elogiar o facto de conseguirmos ver os mapas do Waze e do Google Maps diretamente neste painel de instrumentos atrás do volante. Esta característica faz com que nem tenhas de tirar os olhos da estrada para olhar para o ecrã central em momento algum durante a navegação.

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Autonomia e consumos: a dupla capacidade de poupança

O trunfo desta motorização bi-fuel (Eco-G) é a possibilidade de recorrer ao depósito a gasolina e ao depósito de GPL (ambos de 40 litros consoante a tua necessidade e a vontade de poupar dinheiro na bomba.

Os dados oficiais em ciclo WLTP apontam para um consumo combinado de 7,2 litros aos 100 km a GPL, valor que desce para os 5,9 litros quando recorres exclusivamente à gasolina. Nos meus testes após mais de 300 km em cada opção, consegui consumos ligeiramente superiores.

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Em média, em uso misto com cidade e nacional, conseguimos consumos de 7,1 litros de média a GPL (com 412 km feitos) e gasolina a 5,5 litros (com 265 km feitos). São números bem interessantes e até abaixo dos anunciados pela Renault. Consome sempre mais em GPL, mas custa quase metade por litro.

Esta capacidade de alternar entre GPL e gasolina é feita de forma quase impercetível e não notamos diferenças de maior no desempenho. No total, o veículo promete até 1400 km de autonomia. Deves esperar uma autonomia real entre 1100 a 1200 km sem olhar a gastos, o que é ótimo para quem não quer perder tempo na bomba.

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Para quem é o Renault Captur Eco-G

  • Para condutores que percorrem bastantes quilómetros diários e procuram o baixo custo por quilómetro do GPL;
  • Para famílias jovens que necessitam de gerir o espaço traseiro de forma inteligente graças aos bancos deslizantes;
  • Para os apreciadores de ergonomia que valorizam botões físicos alinhados com um sistema multimédia nativo baseado nas soluções da Google.

Não é para... entusiastas da condução desportiva que exigem acelerações fulminantes nos arranques dos semáforos, para quem recusa usar o pedal da embraiagem no trânsito congestionado das horas de ponta ou para condutores que transportam cargas com enorme volumetria e exigem sempre uma bagageira acima dos 500 litros sem sacrificar bancos.

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Conclusão

O Renault Captur prova que ainda tem todas as ferramentas necessárias para dominar o seu disputado espaço no mercado nacional. A decisão de não ceder à tentação de digitalizar tudo, com os controlos físicos para as funções diárias mais importantes, é de louvar e melhora a experiência de utilização.

Ao juntar a esta ergonomia a inteligência do sistema Google nativo, que brilha ao projetar o Maps ou o Waze diretamente no campo de visão do condutor, e a economia do motor bi-fuel a GPL, a Renault entrega um produto maduro, prático e racional para quem procura um SUV urbano sem complicações.

Faz jus ao termo compacto, sem espaço exuberante na traseira e bagageira. Não é o carro ideal para famílias grandes que gostam de levar a casa às costas em viagens. Mas cumpre bem o seu propósito, com um tamanho adequado para condução em cidade fora dela.

Sabe mais sobre preços, campanhas e disponibilidade do Renault Captur no site oficial da Renault.

Bruno Coelho
Bruno Coelho
Bruno Coelho é Editor-chefe do 4gnews. Foca-se em smartphones, áudio, telecomunicações e carros elétricos. Alia mais de 400 reviews desde 2017 a visitas a fábricas de smartphones na China e coberturas do MWC e IFA.