Com as temperaturas a subir e o consumo elétrico a disparar durante os dias mais quentes do verão, calcular o custo de refrescar uma casa é essencial para evitar surpresas na fatura da luz.
Quanto custa a eletricidade em Portugal?
Para efetuar os cálculos de consumo doméstico, considera-se o valor médio da energia elétrica praticado no mercado liberalizado e regulado em Portugal. Segundo dados da ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, o preço médio de referência do quilowatt-hora (kWh) para famílias situa-se nos 0,18 €/kWh.
O valor é apenas uma estimativa: o preço efetivamente pago depende do contrato de eletricidade, da tarifa, dos impostos e de outros componentes da fatura.
Comparativo diário: 5 horas de utilização por dia
A tabela em baixo apresenta uma estimativa do consumo médio e do custo financeiro de cada equipamento, assumindo um funcionamento contínuo de 5 horas diárias à tarifa média de 0,18 €/kWh:
| Equipamento | Potência Média | Consumo em 5 Horas | Custo Diário (5h) | Custo Mensal (30 dias) |
|---|---|---|---|---|
| Ventoinha de Coluna/Mesa | 50 W (0,05 kW) | 0,25 kWh | 0,05 € | 1,35 € |
| Ar Condicionado Fixo (Inverter 9.000 BTU) | 800 W (0,8 kW)* | 4,00 kWh | 0,72 € | 21,60 € |
| Ar Condicionado Portátil (Monobloco) | 2.000 W (2,0 kW) | 10,00 kWh | 1,80 € | 54,00 € |
Qual a melhor opção para a sua casa?
1. Ventoinha: A opção ultrabarata
A ventoinha não arrefece o ar da divisão, apenas movimenta o ar criando uma sensação térmica de frescura na pele. O seu consumo elétrico é insignificante (cerca de 5 cêntimos por cada 5 horas de utilização), tornando-a a solução ideal para quem procura contenção orçamental em dias de calor moderado.
2. Ar condicionado fixo: O equilíbrio entre conforto e eficiência
Apesar de exigir um investimento inicial superior (equipamento e instalação profissional), o ar condicionado fixo de eficiência A++ ou A+++ é a solução mais eficaz para divisões de média e grande dimensão. Por recorrer ao ciclo de refrigeração e tecnologia Inverter, consegue arrefecer o ambiente gastando cerca de 0,72 € por cada 5 horas de uso.
3. Ar condicionado portátil: A opção conveniente que sai cara
Os aparelhos portáteis (monobloco com tubo para a janela) são práticos por não exigirem obras. No entanto, devido à necessidade de expelir o ar quente por uma fresta da janela, perdem grande parte da eficiência térmica.
Como o compressor trabalha quase sempre na capacidade máxima, o custo diário pode atingir os 1,80 €, resultando num acréscimo de mais de 50 € no final do mês.
Mas há uma diferença importante: não fazem exatamente a mesma coisa
Comparar apenas o preço por hora pode ser enganador. A ventoinha movimenta o ar e melhora a sensação térmica, mas não arrefece efetivamente a divisão.
O ar condicionado portátil retira calor do espaço e reduz a temperatura, embora normalmente seja menos eficiente do que um sistema split para a mesma capacidade de arrefecimento.
Já um sistema split, sobretudo quando utiliza tecnologia inverter, consegue controlar a potência de funcionamento e manter a temperatura com maior eficiência em determinadas condições.
Por isso, pagar mais pela eletricidade pode fazer sentido quando o objetivo é baixar efetivamente a temperatura de uma divisão, e não apenas criar uma sensação de frescura.

