Os óculos gratuitos para observar o eclipse solar de 12 de agosto voltaram a esgotar em todo o país, menos de 24 horas depois de a Ciência Viva ter reforçado o stock. A confirmação foi dada por Ivone Fachada, da direção da Ciência Viva Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, à SIC Notícias.
Mas ainda podem existir novas unidades nas 660 óticas aderentes. No entanto, quem não conseguir um par gratuito vai ter de recorrer às alternativas disponíveis no mercado.
Apesar da forte adesão através do portal oficial, a responsável aconselha os cidadãos a manterem-se atentos.
Onde comprar óculos e quanto custam?
Para quem não conseguir a oferta gratuita, existem alternativas no mercado. Os óculos de proteção solar podem ser adquiridos por um valor médio de 3 euros em:
- Farmácias
- Supermercados
- Lojas online selecionadas
- Centros Ciência Viva: alguns espaços, como o Centro de Ciência Viva de Lagos, estão a oferecer pares de óculos na compra de bilhetes familiares para oficinas.
Segurança: verifica esta certificação antes de comprar
Olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode causar danos irreversíveis na visão. A Ciência Viva alerta que os óculos têm obrigatoriamente de ter as seguintes certificações impressas:
- Norma ISO 12312-2: específica para observação solar direta;
- Marca CE visível que é uma garantia de conformidade com as regras da União Europeia;
- Regulamento (UE) 2016/425.
Mas atenção os especialistas desaconselham vivamente a utilização de smartphones, câmaras fotográficas ou binóculos para filmar ou fotografar o eclipse sem filtros solares apropriados. A luz solar direta pode queimar irremediavelmente as lentes e os sensores dos dispositivos.
Onde é possível ver o eclipse total em Portugal?
O fenómeno começa por volta das 18:30 e termina às 20:30 do dia 12 de agosto. No entanto, a visibilidade total será um privilégio de poucos:
- Eclipse Total (100%): Apenas numa área restrita do Parque Natural de Montesinho, perto de Bragança;
- Portugal Continental: Obscurecimento parcial massivo, entre 92% e 99%;
- Açores e Madeira: Visibilidade parcial entre 74% e 77%.
A raridade deste acontecimento justifica a corrida aos óculos de proteção. O último eclipse solar total visível em território português ocorreu em 1912 e o próximo só volta a acontecer no ano 2144. Isto torna o eclipse de 2026 uma oportunidade única e imperdível para várias gerações.
