
Quando olhamos para a ficha técnica de um telemóvel e queremos ver dados sobre o ecrã, o que salta logo à vista é o tamanho em polegadas. No entanto, há outros aspetos que importam, especialmente depois de adquirir o dispositivo.
Ora, hoje em dia, já muitos smartphones vêm com 120 Hz de taxa de atualização ou até mais em alguns casos. No fundo, isso quer dizer que a imagem que vês no teu painel atualiza 120 vezes a cada segundo.
120 Hz ou mais: faz diferença para quem?
A questão de fundo é: faz diferença ter um ecrã a 120 Hz, em vez de 60 Hz ou 90 Hz? Na maioria dos casos, não. Porquê? Porque o utilizador comum faz quase sempre a mesma coisa: chamadas, SMS, redes sociais, uma ou outra fotografia/vídeo, aplicações leves e é isso. Nesses casos, é pouco relevante.
Na prática, para um olhar mais atento, é possível sentir alguma diferença na fluidez da imagem com 120 Hz. Contudo, esta não vai contribuir para uma melhoria significativa na tua experiência de utilização. Muitos utilizadores nem sequer reparam na diferença, na verdade.
Por isso, estes níveis mais altos de taxa de atualização destinam-se especialmente a quem joga jogos mais pesados, que exigem uma imagem de topo. Também para quem vê filmes ou séries pode fazer alguma diferença. De resto, não propriamente.
Taxa de atualização alta vs bateria
O problema em usar a taxa de atualização no máximo é que isso, por norma, significa que a bateria depois se esgota mais rapidamente. Não de uma forma drástica, é importante referir, mas faz diferença.
E depois, se somares todas as práticas que drenam a bateria, a diferença global pode ser considerável (ex: usar dados móveis quando não precisas, apps em segundo plano, etc).
Ou seja, se, por algum motivo, tiveres uma alta taxa de atualização no teu telemóvel e o uso que lhe deres for bastante simples, deves considerar mudar para o mínimo possível.
Um telemóvel bom na bateria...
