Uma demissão afeta o trabalhador em primeiro lugar, mas afeta também toda uma equipa e uma empresa. É uma opção profissional, comum no mundo dos negócios, que não deve ser levada a peito. Na altura da demissão, eis o que não se deve fazer.

Entrar em pânico

Em primeiro lugar não se deve entrar em pânico. Nesta altura todos os tipos de pensamentos negativos se alojam na cabeça mas é preciso manter a cabeça fria, sem gritar e insultar ninguém. É preciso manter o profissionalismo e descortinar quais são os direitos que se tem na demissão.

Aceitar o que se oferece

Não aceite logo o que lhe é proposto. Tem de fazer valer os seus direitos. Primeiro informe-se do que tem direito e só depois aceite os termos ou não.

Tentar reverter a situação

A decisão foi tomada há muito e não há volta a dar. Não adianta chorar no leite derramado e agravar uma situação indesejada por todos. A demissão é dura, mas pode ser o primeiro passo para algo de melhor.

Partir algo

Fazer danos no património da empresa não o leva a lado nenhum. Se o levar a algum lado é à prisão ou pelo menos à esquadra da polícia.

Contar ao mundo o que aconteceu

Neste momento tem vontade de contar a sua versão da história e o que lhe vai na alma a todos, mas só deve desabafar com as pessoas em que realmente confia. Apontar o dedo publicamente e dizer coisas de cabeça quente só lhe deixam ficar mal na fotografia.

Falar mal da empresa e do chefe

Não deve falar mal da empresa e do chefe em próximas entrevistas. Quem perde com isto é você. Os recrutadores entenderão que é uma pessoa complicada de se gerir.

Criar motim na equipa

Cuspir no prato em que se comeu não traz vantagem nenhuma. Os seus ex-colegas também não se vão colocar do seu lado, pelo que não adianta criar mal estar na empresa.

Contar ao mundo que está disponível

Pode querer avisar a todo o mundo que está disponível para trabalhar e enviar currículos no dia seguinte ao da demissão, mas tenha calma. Atualize o currículo, prepare candidaturas direcionadas, melhore o perfil do LinkedIn, saiba estar pronto para as oportunidades em vez de desperdiçar as oportunidades com candidaturas feitas à pressa. Lembre-se: será mais facilmente chamado pelo profissional que é, do que pelo candidato de emprego desesperado que é no momento.