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Notas ou cartão? Este continua a ser o meio de pagamento mais benéfico para a tua carteira

Numa altura em que as aplicações, as compras online e os pagamentos contactless dominam o quotidiano, a tecnologia parece ter tomado conta das finanças. Mas parece que as notas e moedas continuam a ser a aposta mais segura e barata para pagamentos.

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Imagem de notas euro físicas
Imagem ilustrativa Crédito@Pixabay

Atualmente, é comum vermos os portugueses a usarem o telemóvel para pagar a conta no supermercado ou a fazerem transações bancárias também no telefone. Mas a DECO (Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor) deixa um aviso: o dinheiro físico, notas e moedas, continua a ser o meio de pagamento que oferece mais vantagens reais para os cidadãos.

Embora a pandemia e a evolução tecnológica tenham acelerado a adesão aos canais digitais, a transição nem sempre joga a favor do consumidor.

Os custos escondidos dos pagamentos digitais

Apesar da conveniência e da rapidez associadas aos meios eletrónicos, a DECO chama a atenção para a fatura invisível que os acompanha.

Ao optar maioritariamente pelo digital, o consumidor fica sujeito a um conjunto de encargos adicionais, tais como comissões de manutenção, anuidades de cartões de débito e outras despesas cobradas pelas instituições bancárias.

Por oposição, segundo dados do Banco de Portugal, o numerário continua a ser o meio de pagamento mais utilizado no país e aquele que apresenta o menor custo direto para as famílias. Claro que pagar em dinheiro significa ir a uma caixa multibanco, fazer um levantamento para ter dinheiro físico na mão.

Nesse sentido, aqui também temos de incluir os custos de manutenção da conta bancária, ainda assim é possível evitar outras comissões associadas aos meios financeiros digitais.

O risco real de exclusão financeira

A rápida digitalização do setor bancário tem criado barreiras acrescidas para os consumidores mais vulneráveis, nomeadamente idosos ou pessoas com menor literacia digital.

A DECO recorda o impacto sentido em 2019 com o fim das tradicionais cadernetas bancárias e a obrigatoriedade de transição para cartões de débito. Essa alteração não só evidenciou a falta de preparação de muitos cidadãos para lidar com ferramentas digitais, como também agravou os custos de gestão das contas bancárias.

A liberdade de escolha deve ser mantida

Para a associação de defesa do consumidor, o avanço tecnológico não pode significar o abandono daqueles que dependem do dinheiro em papel. É fundamental assegurar que a transição para uma economia digital não isole quem não tem acesso a estas ferramentas ou não as sabe utilizar.

A DECO reforça que a decisão sobre como pagar deve ser sempre uma escolha individual e informada, apelando à garantia de que o dinheiro físico continue a ser aceite sem restrições em todos os estabelecimentos.

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Mónica Marques
Mónica Marques
Ao longo de mais de 20 anos de carreira na área da comunicação assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech. Em 2020 juntou-se à equipa do 4gnews.