
A apresentação dos resultados financeiros do primeiro semestre de 2026 da DIGI decorreu a 14 de agosto e trouxe informações interessantes sobre a operação da operadora em Portugal.
O diretor executivo Serghei Bulgac e a administração da operadora romena responderam a várias questões dos analistas numa teleconferência dedicada. Ultrapassada a marca dos 960 mil serviços ativos no mercado nacional, a empresa delineou prioridades muito claras para os próximos meses.
Expansão da fibra ótica sofre um desvio de rota
Muitos utilizadores aguardam ansiosamente pela chegada da rede de fibra ótica da operadora às suas ruas, mas os planos de expansão imediata estão agora direcionados para outro objetivo. Durante a sessão de perguntas e respostas, a administração da empresa foi perentória ao afirmar que o foco passa pela integração da operadora adquirida recentemente.
A empresa declarou: "o nosso foco principal está na área de cobertura da Nowo, onde estamos a trabalhar para migrar os clientes da Nowo para a rede de fibra ótica". O ritmo de cobertura de novas zonas com fibra ótica vai assim abrandar. Os responsáveis da DIGI admitiram abertamente: "não prevemos quaisquer alterações significativas na cobertura global num futuro próximo".
Preços intocáveis nos pacotes e serviço móvel
No que diz respeito aos valores praticados, a estratégia agressiva de entrada no mercado vai manter a sua forma atual. Questionados sobre a evolução das receitas e os valores cobrados aos clientes portugueses, os administradores garantiram que o cenário não vai sofrer alterações.
O compromisso é assumido: "nesta fase, não prevemos quaisquer outras alterações nos preços, quer para cima, quer para baixo". Esta estabilidade dá previsibilidade para quem procura encontrar um tarifário telemóvel ao melhor preço ou também a internet fixa mais acessível.
Resultados financeiros ainda no vermelho em Portugal
Apesar do forte crescimento na adesão aos serviços, a operação portuguesa continua numa fase de profundo investimento de capital. No segundo trimestre do ano de 2026, a filial nacional conseguiu gerar receitas na ordem dos 18,9 milhões de euros.
Contudo, a fatura das despesas falou mais alto, originando um EBITDA (resultados antes de impostos) negativo de 16 milhões de euros no mesmo período. A expectativa global da casa-mãe aponta para uma redução progressiva das perdas e uma melhoria contínua dos resultados já a partir da segunda metade do ano.
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