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Cuidado com a fatura: Erros que fazem disparar o preço do seguro automóvel em Portugal

Embora fatores como a idade, o histórico de sinistros, o modelo do automóvel e os custos de reparação influenciem o valor final do seguro automóvel, existem também erros que podem levar os condutores a pagar mais do que o necessário.

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Carros estacionados
Imagem ilustrativa Crédito@Unsplash

A fatura do seguro automóvel é um dos encargos fixos que pesa na carteira dos condutores portugueses. No entanto, muitas pessoas acabam por pagar faturas desnecessariamente inflacionadas devido a pequenos deslizes no momento de contratar ou renovar a apólice.

Evitar estes erros não só garante uma poupança substancial ao final do ano, como evita dissabores graves em caso de acidente. Estes são alguns dos erros mais comuns que podes corrigir para reduzir o impacto na tua carteira.

1. Declarar o condutor errado para poupar no prémio

Para tentar baixar a mensalidade dos condutores mais jovens ou recém-encartados, é frequente colocar os pais como condutores principais do veículo. Esta prática, conhecida pelas seguradoras como "falsa declaração de risco", pode sair muito cara.

Em caso de acidente grave, se a companhia provar que o condutor habitual não era o declarado na apólice, tem o direito legal de recusar a cobertura dos danos ou acionar o direito de regresso para reaver o dinheiro indemnizado.

2. Não ajustar o valor do carro com a desvalorização comercial

Se contrataste um seguro contra todos os riscos (danos próprios) há alguns anos e nunca reavaliaste o capital seguro, estás provavelmente a pagar a mais. O valor comercial dos veículos desvaloriza todos os anos, mas o prémio da apólice não se ajusta automaticamente em todas as companhias.

Revê anualmente a tabela de capital seguro. Se o carro vale hoje 12.000 €, não faz sentido continuar a pagar um prémio calculado sobre um valor de 18.000 €, pois a seguradora nunca vai indemnizar acima do valor de mercado à data do sinistro.

3. Ignorar o histórico de sinistros

O sistema de Bónus/Malus (ou histórico de sinistros) em Portugal premia os condutores que não sofrem acidentes com responsabilidade e penaliza quem aciona o seguro com frequência.

  • O erro: Participar pequenos sinistros (como um espelho partido ou um pequeno toque) que custariam menos a reparar do teu bolso do que o agravamento da apólice nos anos seguintes.
  • O conselho: Faz as contas antes de preencheres a declaração amigável para estragos de baixo valor.

4. Pagamento fracionado sem débito direto

Escolher pagar o seguro mensal ou trimestralmente em vez de uma vez por ano (anual) acarreta, quase sempre, encargos administrativos adicionais cobrados pelas seguradoras. A somar a isto, efetuar o pagamento por referência Multibanco em vez de débito direto costuma eliminar descontos comercias atribuídos pelas companhias.

Se não puderes liquidar a totalidade do prémio anualmente, opta pelo débito direto para amortecer os custos de gestão de cobrança.

5. Renovar por automatismo sem comparar o mercado

A fidelidade nem sempre compensa no setor segurador. Muitas companhias aplicam agravamentos ligeiros nas renovações automáticas, contando com a inércia do cliente em não procurar alternativas.

Antes da data de vencimento da apólice, utiliza simuladores online ou consulta um mediador para avaliar as ofertas da concorrência. Lembra-te de que podes cancelar o teu seguro atual enviando uma carta de pré-aviso com pelo menos 30 dias de antecedência relativamente à data de renovação.

Recorre às informações disponíveis no site da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões e ao Portal do Consumidor para saberes os teus direitos e deveres nos contratos e cancelamentos do seguro automóvel.

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Mónica Marques
Mónica Marques
Ao longo de mais de 20 anos de carreira na área da comunicação assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech. Em 2020 juntou-se à equipa do 4gnews.