Crédito à habitação jovem ou arrendamento jovem?

Na hora de ter casa própria, que opção escolher: crédito à habitação jovem ou arrendamento jovem? Analisamos as duas opções, para que decida a que mais lhe convém.

A pensar no jovem que acabou de estudar e quer ter casa própria e no casal jovem que está a um passo de iniciar a vida a dois, há duas soluções disponíveis: compra ou arrendamento. Para ambas, há condições especiais para os jovens, que é preciso analisar antes de decidir.

Calcular a taxa de esforço

A primeira análise deve ser com o valor disponível para gastar com a habitação. Calcular a taxa de esforço é a melhor forma de saber se as suas finanças acarretam a mensalidade do crédito ou a renda da casa, sendo que nunca deverá ultrapassar uma taxa de esforço de 45%. E já é elevada.

Sabendo até quanto pode gastar, e aproveitando as condições específicas para jovens, há que decidir entre a compra com recurso ao crédito à habitação jovem e o arrendamento jovem. Vejamos as principais diferenças, vantagens e inconvenientes.

A solução do crédito à habitação jovem

Seja sozinho ou um casal, quando a opção é comprar, o crédito é a resposta. Os bancos disponibilizam para jovens prazos de pagamento bem mais alargados do que os dos restantes clientes. Normalmente, entre os 40 e os 50 anos. Uma oferta vantajosa, tanto mais que a maioria procura financiamento a 100% para a compra da casa, dada a situação de menores recursos em início de vida a sós.

No caso do crédito à habitação jovem ainda é possível encontrar em algumas instituições bancárias a possibilidade de carência de uma parte do capital emprestado nos primeiros 8 anos do crédito, traduzindo-se numa redução das primeiras prestações mensais.

Com os bancos a começarem a facilitarem um pouco mais o acesso ao crédito, surgem novas ofertas associadas aos créditos à habitação jovem. Algumas entidades não cobram a estes jovens proprietários as comissões de análise do crédito à habitação.

A solução do arrendamento jovem

Para quem não faz questão de ter casa própria e de passar a vida inteira a pagá-la, surge a opção de arrendar. E também aqui com benefícios para os jovens, nomeadamente com o Porta 65. Trata-se de um programa do Estado de apoio ao arrendamento jovem através de um desconto no valor da renda.

Durante três anos consecutivos, os jovens com idades entre os 18 e os 30 anos podem beneficiar desta redução do valor da renda. A taxa de esforço vai sendo gradualmente maior, sendo que no primeiro ano pagam apenas metade da renda, no segundo o desconto é de 35% e no terceiro ano no Porta 65 já só beneficiam de 25% de desconto no arrendamento.

Ainda na opção de arrendamento para jovens, há bancos que começaram a disponibilizar créditos ao consumo com esta finalidade. Também para quem tiver entre 18 e 30 anos.

Tomar uma decisão

É só analisar as finanças pessoais ou familiares, pesar os pós e os contras e decidir. Há, por exemplo, quem opte pelo arrendamento jovem numa fase inicial como forma de poupar algum dinheiro e conseguir alguma estabilidade profissional e económica, acabando por recorrer posteriormente ao crédito à habitação jovem para comprar casa.