Os contratos swap são contratos de cobertura de risco no financiamento que fixam uma taxa de juro a pagar por um empréstimo, ficando uma das partes obrigada a pagar a diferença entre a taxa fixa e a variável, implicando assim perdas para uma das partes.

Como funcionam os contratos swap?

Estes instrumentos financeiros swap são inteiramente válidos e úteis para as empresas, que conseguem prever as necessidades futuras de tesouraria para responderem às suas obrigações, protegendo-se ainda das incertezas das variações das taxas de juro a pagar.

Existem muitos tipos de contratos swap (significado de troca, permuta), com diferentes níveis de complexidade, mas a swap mais comum diz respeito à taxa de juro (interest rate swap).

Swap e taxas de juro

  • Uma empresa X obtém um empréstimo ou outro produto financeiro, indexado a uma taxa Euribor, por exemplo, no banco Y.
  • Em contrato fica estipulado que uma entidade Z (como um banco de investimento) pagará o juro do empréstimo ao banco Y.
  • Dependendo do contrato swap, a empresa X poderá ter de pagar uma comissão à entidade Z, pagando-lhe o juro fixo negociado.

O contrato é neutro para as entidades na data de negociação. Durante o contrato swap, a empresa que fixou o juro ficará a ganhar se as taxas de juro de juro subirem, e sairá a perder se as taxas de juro diminuírem.

Exemplo de um contrato swap

Uma empresa obtém um crédito indexado à Euribor desejando proteger-se da subida de juros, para não ter de suportar custos superiores a 4%. Assim, ela contrata uma operação swap, onde uma instituição financeira paga sempre que a Euribor supera os 4%.

Porém, se a Euribor se fixa abaixo dos 4%, a empresa já tem de ser ela a pagar à entidade financeira.