7 Armadilhas do IRS que tem de evitar

Para evitar cometer erros no IRS e perder dinheiro, há que prestar muita atenção às alterações do IRS em 2018. Nunca se sabe quando se está a cair numa armadilha na declaração de IRS.

1. Entrega unicamente através do Portal das Finanças 

A partir deste ano, a entrega do IRS passa a ser feita exclusivamente através do portal das finanças, tendo acabado a possibilidade de entregar a declaração em papel. Assim, é essencial obter as senhas e passwords de acesso ao portal das finanças para todos os elementos do agregado familiar, de forma a poder submeter a sua declaração dentro do prazo. 

Esta alteração foi introduzida pela aprovação da Portaria n.º 385-H/2017, de 29 de dezembro, que aprova também os novos modelo 3 e anexos e respetivas instruções de preenchimento. 

2. Tributação

Com a reforma do IRS, a norma passou a ser a tributação separada do casal. É, contudo, possível entregar o IRS em conjunto, se forem respeitados os prazos do IRS. Tem ainda a possibilidade, caso faça parte dos agregados abrangidos pelas declarações automáticas de IRS, de aceder à declaração com tributação conjunta e separada, podendo optar por validar a que lhe for mais conveniente. 

3. Dependentes

Além de escolher a forma de tributação, é necessário prestar atenção ao conceito de dependente, que abrange agora os filhos até aos 25 anos, que residem com os pais e que não recebem mais do que o salário mínimo.

Este ano há ainda alterações ao IRS de pais separados, que deve ter em conta se for o seu caso. 

Veja como preencher a folha de rosto do IRS.

4. Preenchimento automático

Preste atenção ao preenchimento automático que é bastante limitado. É necessário verificar se os rendimentos estão corretos e incluir todas as despesas com relevo para baixar o IRS. Se é trabalhador independente e fez pagamentos por conta, por exemplo, deve inserir por si estes pagamentos na declaração, já que estes não surgem automaticamente. Esta é uma forma de pagar menos IRS, já que se fez mais retenção ao longo do ano.

Escusado será dizer que deve confirmar ou colocar o NIB no IRS, se quiser receber o reembolso do IRS (se a ele tiver direito).

5. Despesas invisíveis

Mantém-se em 2018 o regime transitório do IRS, e a possibilidade de inscrever manualmente as despesas com saúde, educação, lares e imóveis para efeitos de dedução à colecta. Muita confusão surgiu em volta do anexo H, que teve de ser reformulado. Nele há-que prestar atenção em especial ao quadro 6C, das deduções, onde é necessário escolher entre manter ou não os valores previamente comunicados à AT no portal e-fatura.

Ao clicar em "Não" as deduções à coleta surgem em branco, mas elas são contabilizadas automaticamente pelo sistema.

Ao clicar na opção “Sim” já é possível visualizar os montantes das deduções à coleta comunicados ao Fisco e mudar os mesmos. 

Confira como preencher o anexo H do IRS.

6. Perdas

Não se esqueça que devem ser declaradas as mais-valias e as menos-valias realizadas. O contribuinte lembra-se de declarar os ganhos, mas por vezes ignora que deve declarar perdas como menos-valias de investimentos, encargos com reabilitação de imóveis, os juros do crédito à habitação, ou a renda da casa. Deve também declarar donativos no IRS.

7. Englobamento

Quem opta pelo englobamento de rendimentos já não é obrigado a incluir todos os tipos de rendimentos recebidos, já que o englobamento passou a ser feito apenas por categoria, protagonizando uma das mudanças no funcionamento do IRS.

Leia muito bem as instruções dos anexos do IRS, para conseguir acompanhar estas alterações.

Saiba como corrigir erros no IRS, se já entregou a sua declaração e se esqueceu de algo importante.