A taxa de esforço máxima admitida é de 60%. É o limite fixado, por exemplo, para os programas de apoio ao arrendamento. Mas, para créditos, os bancos definem uma taxa de esforço máxima mais baixa.

Primeiro, é preciso distinguir a taxa de esforço recomendada da taxa de esforço máxima admitida.

Taxa de esforço máxima admitida

A taxa de esforço máxima admitida corresponde ao limite do peso de uma determinada despesa sobre os rendimentos. No Decreto-Lei 43/2010, é fixada em 60% para calcular o direito, ou não, ao programa de apoio ao arrendamento denominado Porta 65 Jovem. Ou seja, um candidato que pretenda este apoio para o pagamento mensal da renda não poderá optar por uma habitação que lhe custe, por mês, mais do que 60% daquilo que o agregado recebe.

Vejamos o caso de um jovem com num rendimento bruto mensal de 850,00 euros, que encontrou a sua casa de sonho por uma renda de 550,00 euros. Se se candidatar ao Porta 65 Jovem não terá o apoio aprovado. Porquê? Porque a despesa ultrapassa 60% do seu rendimento. Só teria luz verde para uma mensalidade até 510,00 euros.

Taxa de esforço recomendada

No caso dos bancos, e para atribuição de créditos, a taxa de esforço é bem mais baixa, até porque no caso das taxas de juro variáveis essa mesma taxa de esforço pode aumentar ao longo do período do contrato. Podendo, até, inviabilizar o pagamento mensal das prestações.

Por norma, a taxa de esforço mensal recomendada ronda os 30%, para acautelar o cumprimento das obrigações. Ainda assim, a maioria das entidades bancárias cede um pouco, mas dificilmente concede empréstimos quando a taxa de esforço seja superior a 40% dos rendimentos.

Saiba como calcular a sua taxa de esforço.