Estas são as 7 piores alturas para se despedir

Deixar um emprego raramente é uma decisão fácil. Mas é muito frequente tomar este tipo de decisões “a quente”, depois de momentos difíceis de gerir, no trabalho. Esta é uma lista de situações em que deve repensar a sua decisão:

1. Depois de uma discussão com um colega ou com o seu chefe

Há dias em que as divergências com as pessoas que trabalham connosco são tão difíceis de ultrapassar que chegamos a considerar sair do trabalho em que estamos. Neste caso, é importante pensar na razão que o faz querer despedir-se. São questões que acredita que pode ultrapassar? Ou são problemas de ética em que não pode ceder?

2. Se acha que vai ser despedido

Se acredita que vai ser despedido e não tem um fundo de maneio para se sustentar depois de se despedir, então o melhor é mesmo esperar que o despeçam, pois ao despedir-se perde direito ao Subsídio de Desemprego. Desta forma, vai garantir que tem como sustentar-se financeiramente até encontrar outra opção.

3. Se não tem algum dinheiro poupado

Encontrar um novo trabalho pode demorar algum tempo. Se ainda não tem nenhuma opção em vista, deve ter uma “almofada financeira” para garantir que não vai passar dificuldades nos meses seguintes à sua tomada de decisão.

4. Se não sabe o que quer fazer a seguir

Se vai despedir-se porque não gosta do seu trabalho e não faz nenhuma ideia do que vai fazer a seguir, então o melhor é esperar mais algum tempo até ter algumas ideias sobre o que gostaria de fazer.

Comece a fazer uma lista dos trabalhos e tarefas que lhe dão prazer e para as quais tem qualificações. Se gostaria de trabalhar numa área para a qual não tem qualificações, procure cursos nessa área e faça formação enquanto ainda está no seu emprego, para manter um rendimento fixo durante o tempo de aprendizagem.

5. Se é responsável por um grande projeto

Não é ético deixar um trabalho ou uma equipa desfalcada de mão de obra. Se acredita que tem muita responsabilidade ou conhecimento técnico imprescindível para que as operações se mantenham, deve tentar acordar com a sua entidade empregadora um intervalo satisfatório para os dois lados, e para que possa passar o seu conhecimento a alguém.

6. Antes de terminar formações pagas pela empresa (ou mal as acabe!)

Se está a fazer um curso financiado pela empresa em que trabalha, deverá terminá-lo primeiro. Se a empresa investiu em si e na sua formação, será pouco ético abandonar a empresa mal ganhe novas competências. Além disso, é normla as empresas fazerem acordos que exigem que a pessoa termine o curso e que se mantenha na organização durante alguns meses ou até mesmo alguns anos (dependendo do investimento por parte da empresa) depois de terminar a formação. Consulte o seu contrato para perceber quanto tempo tem de se manter na empresa depois de terminar o curso.

7. Se tem filhos ou está prestes a ter um

Se tem filhos ou vai ter, pode ser importante pensar melhor na forma de garantir rendimentos para que eles tenham tudo o que necessitam. Se vai estar algum tempo de baixa de maternidade, equacione utilizar esse tempo para explorar outras opções, tomando essa decisão depois do nascimento do seu filho.

Há sempre outras saídas como mudar de equipa, começar a pensar o que vai fazer a seguir, com mais tempo, ou consultar um career coach para ajudá-lo a desenhar novas oportunidades de carreira. Claro que o mais importante é manter o seu bem estar, mas pese sempre os prós e os contras de uma decisão com um impacto tão forte não só na sua vida como na da sua família.