O malparado em Portugal atinge maiores proporções a cada dia que passa. Quem não consegue pagar o crédito habitação deve contactar o banco rapidamente, para adotarem medidas conjuntas de planeamento.

1. Renegociar o crédito

O crédito habitação pode ser renegociado com o banco, parcelando-se o pagamento em mais prestações, com um maior prazo de pagamento. O problema continua e os juros aumentam, mas consegue-se ganhar tempo para resolver a dívida.

A nível de soluções, o cliente pode optar entre o diferimento de capital e a carência de capital.

Para famílias mais fragilizadas economicamente há até a opção de recorrer a programas como o regime extraordinário de proteção.

Contratar um seguro de crédito habitação permite garantir os pagamentos do crédito em caso de aperto económico, mas é sempre uma despesa extra.

2. Entregar o imóvel

Outra alternativa é entregar o imóvel ao banco, mas nem todos os bancos aceitam esta proposta e quando se aceita, muitas vezes o valor de avaliação da casa não é suficiente para saldar o empréstimo.

O devedor livra-se do pagamento de prestações com esta dação em cumprimento mas terá de contrair novo empréstimo pessoal com o banco (na ausência de meios financeiros próprios), se o valor da casa não cobrir a dívida, além de perder o imóvel e pagar os custos do processo.

Alguns bancos como a Caixa Geral de Depósitos apresentam programas de troca de casa, onde se pode vender a casa para arrendamento do banco e arrendar outra casa do fundo com uma renda mais baixa (livrando-se dos encargos e tendo direito de recompra), ou então vender a casa e comprar outro imóvel do banco mais barato, contraindo um crédito à habitação mais acessível que o anterior.

3. Penhora e insolvência

As últimas duas soluções para quem não consegue pagar o crédito habitação e negociar condições com o banco passam pela penhora dos seus bens e pelo pedido de insolvência pessoal, mas qualquer uma das vias não é fácil, sobretudo a insolvência, que obriga a 5 anos de rígidos planos de pagamento.