Incumprimento do Crédito Bancário

O incumprimento do crédito bancário nos particulares tem aumentado significativamente nos últimos anos, sendo cada vez mais as famílias que não conseguem cumprir com o pagamento dos seus créditos bancários, sejam eles crédito à habitação, crédito automóvel, crédito pessoal, ou outros.

O que fazer em caso de incumprimento do crédito bancário

Recorrer à instituição bancária para renegociar o crédito. Esta por sua vez irá avaliar a situação financeira do cliente, e decidir se estão perante um caso de sobre-endividamento e incumprimento bancário, e negociar as alternativas;

Consultar a APOIARE (Associação Portuguesa para Observação, Investigação e Apoio na Reeducação em Matéria de Endividamento), cujo objetivo é apoiar cidadãos a ultrapassar situações de sobre-endividamento.

Pedir o apoio do GAS - Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado.

O Decreto Lei 227/2012 de 25 de Outubro foi uma das medidas criadas pelo governo para criar condições de apoio ao sobre-endividamento e incumprimento do crédito bancário. Estas medidas implementadas por todas as instituições bancárias ditam que estas instituições devem especificar quais os procedimentos a utilizar em cada situação de incumprimento bancário:

- Criação de um PARI (Plano de Ação para o Risco de Incumprimento), que tem como objetivo prevenir e gerir situações de incumprimento;

- Criação de um PERSI (Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento), que visa criar um acordo entre a instituição bancária e o cliente, de forma a que este possa regularizar os pagamentos em atraso;

Como evitar o incumprimento do crédito bancário

  • Antes de fazer um crédito, consultar o maior número de instituições, para conhecer todas as opções do mercado;
  • Ter em conta todas as despesas inerentes, como abertura de processo, taxas de juro, produtos extras a subscrever para obter as condições propostas pela instituição, penalizações por pagamentos antecipados, etc;
  • Considerar as subidas das taxas de juro a longo prazo;
  • Fazer muito bem todos os cálculos e ter em atenção, que o total de todos os empréstimos não ultrapasse 35% do rendimento líquido;
  • No caso de ter vários créditos, considerar a possibilidade de fazer um crédito consolidado.