Entrevista de emprego: pontos fortes e fracos

Sara Cardoso
Técnica Superior de Educação Social

Há perguntas que são quase “obrigatórias” nas entrevistas de emprego, e o pedido para enumerar os seus pontos fortes e fracos é uma delas.

Mais importante do que enumerar uma lista de defeitos e virtudes, importa refletir sobre o que cada uma dessas suas características representa para a oportunidade que tem diante de si. Isto porque o que o recrutador quer saber é, apenas, o que candidato pode oferecer à empresa ou projeto.

Para além disso, há certas características que podem ser um ponto positivo para uma função, e ser negativo para outra. Se, por exemplo, é tímido e tem dificuldades em estabelecer contacto com outras pessoas, isto pode ser visto como um ponto negativo para uma carreira de comercial ou até de secretariado, mas já não será tão relevante para uma função que exija mais concentração e trabalho autónomo.

Pontos fortes numa entrevista de emprego

Com isto em vista, o primeiro passo é apresentar os seus pontos fortes. Evidencie as características que considera mais importantes para a função a que se candidata. Se possível, tenha em conta as características mencionadas no anúncio de emprego ou mesmo que tenham sido mencionadas pelo entrevistador.

No entanto, convém que seja honesto, e se possível que possa ilustrar esses pontos fortes com exemplos de situações em que os aplicou. É também positivo se conseguir fazer a ponte para as vantagens que as suas competências podem ter para a empresa ou o projeto em causa.

Pontos fracos numa entrevista de emprego

Em relação aos pontos fracos, pode ter a tentação de tentar passar características como o perfeccionismo ou prestar demasiada atenção aos detalhes como defeitos, mas esta não será a melhor estratégia.

Neste caso, o que o empregador quer avaliar ao colocar esta questão é, geralmente, se o candidato consegue superar as dificuldades e ultrapassar os problemas que possam surgir. É óbvio que todos temos fragilidades no nosso desempenho profissional, o mais importante é o que fazemos para as superar.

Assim, a melhor estratégia é escolher um exemplo concreto de uma dificuldade ou defeito profissional, e o que fez ou está a fazer para a ultrapassar. Não convém, no entanto, referir como fraqueza algo que seja essencial para a função a que se candidata. Se, por exemplo, se está a candidatar para uma função de liderança, não convém mencionar dificuldades de comunicação ou em tomar decisões, ou pode comprometer a sua continuidade no processo de seleção.  

Sara Cardoso
Técnica Superior de Educação Social. Licenciada em Educação Social pelo Instituto Politécnico do Porto.