Depósito a Prazo Não Mobilizável Antecipadamente

Os depósitos a prazo não mobilizáveis antecipadamente são aqueles em que não se pode pedir o reembolso antes do prazo definido com o banco. É uma das modalidades de depósito mais adequadas à poupança.

Habitualmente, fala-se em depósitos à ordem e depósitos a prazo. Mas há mais modalidades de depósito nos bancos portugueses. Uma delas é o depósito a prazo não mobilizável antecipadamente. Veja em que consiste.

Proibida a movimentação

Se nos depósitos a prazo comuns a mobilização antecipada do capital poderá ser permitida pelo banco, o mesmo não se pode dizer do depósito a prazo não mobilizável antecipadamente. Tal como o nome indica, o dinheiro fica imobilizado, tornando-se uma das mais estáveis formas de poupança.

Quando decide por este produto financeiro, é acordado com a entidade bancária o prazo de imobilização dos fundos depositados. E não poderá mexer nesse dinheiro até que decorra esse prazo. Esta modalidade foi introduzida pela legislação portuguesa em 1991, fixando que o reembolso só é exigível terminado esse prazo.

Exemplo de depósito a prazo não mobilizável antecipadamente

Imaginemos que decide constituir um depósito a três anos, mas com os juros a vencerem anualmente. Cria o depósito a 1 de novembro de 2015, com 1000 euros. A 1 de novembro de 2016 já vencerá juros, mas não poderá exigir nem estes juros nem o capital depositado.

Passa-se mais um ano, acumula mais juros ao que depositou e a sua única opção continua a ser manter o depósito. Só lhe poderá mexer a 1 de novembro de 2018, isto é, findos os três anos acordados com o banco aquando da constituição do depósito. Nessa altura, poderá levantar o montante depositado acrescido dos juros vencidos.

Este é um dos quatro tipos de depósitos bancários disponibilizados pelos bancos nacionais, sob a alçada do Banco de Portugal.