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Deixei de confiar nas seguradoras quando compro um smartphone. Eis o porquê

Quando comprei o meu iPhone, um seguro pareceu-me uma decisão óbvia. No entanto, depois de três reparações, duas reclamações, a minha confiança nas seguradoras ficou completamente abalada.

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Imagem gerada por IA | Gemini

Sempre acreditei que fazer um seguro para um smartphone era uma forma de evitar problemas no futuro. Estamos a falar de equipamentos cada vez mais caros e, por isso, fazia todo o sentido pagar uma mensalidade para ter a garantia de que, caso algo acontecesse, teria uma solução rápida e eficaz.

Infelizmente, foi precisamente quando precisei desse apoio que comecei a perder a confiança.

O meu iPhone passou por três reparações. Em todas elas, a expectativa era a mesma: receber o equipamento de volta e acreditar que o problema tinha ficado resolvido. Mas isso nunca aconteceu. As falhas continuavam a surgir e a sensação era de que o processo se repetia sem nunca chegar a uma solução definitiva.

Depois de duas reclamações, o equipamento acabou finalmente por ser substituído. No entanto, nessa altura, já era difícil recuperar a confiança que tinha quando fiz o seguro.

Hoje penso duas vezes antes de fazer um seguro

Esta experiência mudou completamente a forma como vejo os seguros para smartphones e outros equipamentos eletrónicos.

Não significa que todas as seguradoras prestem um mau serviço. Tenho a certeza de que existem muitos clientes satisfeitos e casos em que tudo corre como esperado. No entanto, quando a nossa própria experiência é marcada por várias reparações sem resolver o problema, torna-se inevitável ficar com um pé atrás.

Hoje continuo a acreditar que um seguro pode ser útil, especialmente quando estamos a falar de equipamentos de elevado valor. A diferença é que já não olho apenas para o preço ou para a cobertura apresentada. Antes de contratar qualquer seguro, procuro saber como é o serviço pós-venda, como são tratadas as reparações e, acima de tudo, o que acontece quando o problema não fica resolvido à primeira.

No final das contas, um seguro vale muito mais pela forma como responde quando é preciso do que pelas promessas feitas no momento da contratação. Mas foi suficiente para mudar completamente a forma como encaro este tipo de proteção e para me deixar muito mais cauteloso sempre que compro um smartphone novo.

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Miguel Vieira
Miguel Vieira
Redator no 4gnews com formação em Programação e Multimédia. Cobre tecnologia, gaming e mobilidade elétrica, com presença em eventos como a Web Summit, Lisboa Games Week, ECarShow e SAHE.