Conheça os riscos de ser fiador

Antes de dar o seu nome como fiador, conheça os riscos de ser fiador e pense bem nessa opção.

Deveres do fiador

O fiador deve responder ao credor em caso do devedor entrar em incumprimento de pagamento (não pagamento ou atraso no pagamento).

Ele é normalmente responsável somente após o património do devedor ser utilizado para resolver a dívida em causa. O fiador terá de entregar então o seu património quando os bens do devedor não responderem ao valor da dívida.

Benefício de excussão prévia

O benefício da excussão prévia, constante no Código Civil, garante ao fiador que o credor procurará primeiro os bens do devedor para liquidar o valor em dívida, antes de recorrer aos bens do fiador.

Porém, esta cláusula é muitas vezes esquecida pelos fiadores nos contratos que assinam, o que leva a que o credor possa recair primeiro sobre o património do fiador dado como garantia e não no património do devedor.

Maiores riscos de ser fiador

Ser fiador num empréstimo, compra de imóvel ou contrato de arrendamento pode trazer então grandes riscos para um fiador. Este pode sofrer uma penhora bancária, uma penhora de bens e ainda contar com o seu nome na “lista negra do Banco de Portugal.

Mesmo que o fiador consiga um dia liquidar a dívida ao credor, o imóvel ou bem adquirido continuará a pertencer ao antigo devedor (se este não for vendido pelo credor para cobrir a dívida).

Dados os riscos de ser fiador e a instabilidade económica atual, a decisão de se tornar fiador deve ser muito bem ponderada, pois poderá acarretar graves consequências em caso de incumprimento.

Se já é fiador pode interessar-lhe como deixar de ser fiador num empréstimo.