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Por: João Paulo Moura

Bullying no trabalho: como identificar e combater

O bullying no trabalho não escolhe sectores e atinge já 5% a 20% dos trabalhadores na Europa, segundo a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (OSHA).

Formas de bullying no trabalho

O bullying consiste em atos de violência física ou psicológica intencionais e reiterados. Apesar de ser mais comum nas escolas e com jovens, trata-se de uma realidade igualmente constatável no local de trabalho, entre chefia e seus trabalhadores ou até entre colegas de trabalho.

Pode não ser fácil perceber se uma pessoa é vítima de bullying, uma vez que este é praticado frequentemente de forma dissimulada, camuflado em comportamentos estranhos.

São exemplos de comportamentos de bullying:

  • acusações sem fundamento;
  • ameaças;
  • pressão constante;
  • agressões verbais;
  • abusos físicos;
  • humilhações públicas;
  • gestos de intimidação ou desvalorização;
  • omissão de informação ou fornecimento de informações erradas;
  • imposição de datas ou objetivos impossíveis;
  • imposição de tarefas irrelevantes ou descontextualizadas;
  • isolamento e ostracismo;
  • recusa de comunicação;
  • promoção do insucesso;
  • destruição das condições de trabalho.

A vítima pode identificar o bullying pelas próprias consequências graves deste, tais como o stress e a ansiedade constante que se sente, as perturbações do sono, a quebra da autoestima, a depressão, a desmotivação para trabalhar, a queda de produtividade, entre outros.

Reações possíveis ao bullying

Uma vez identificado o bullying no trabalho, é chegada a altura de tomar uma atitude.

Ignorar o bullying, entrar de baixa, faltar ao trabalho e pedir a demissão são soluções frequentes adotadas nos casos de bullying. Tratam-se de soluções que dão a vitória ao agressor.

Será importante dizer ao agressor para parar, de forma perentória, durante os comportamentos de bullying, mas sem reagir exaltadamente, da mesma forma que o agressor, o que pode agravar a situação.

Quando o bullying parte da mais alta chefia não é producente recorrer aos superiores, sendo possível apenas falar com outros dirigentes, com o departamento de recursos humanos ou com os colegas de trabalho.

É possível, no entanto, agir externamente, fazendo uma queixa de trabalho à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) ou abrindo um processo em tribunal. Será necessário reunir provas e testemunhas, assim como guardar registos dos comportamentos de bullying para formar uma acusação sólida.

Deve-se pedir a companhia e a ajuda dos colegas de trabalho quando se tem de lidar com os agressores. Assim, os colegas poderão ajudar a evitar e a condenar o bullying, ou poderão servir como testemunhas.

Também se pode procurar o apoio de alguém fora da empresa, desde um amigo a um psicólogo, de um médico a um advogado. O importante é não viver a situação sozinho e não admitir a sua continuação.