Os Seguros de Vida entram no IRS?

Os prémios pagos anualmente por seguros de vida e de acidentes pessoais não são dedutíveis no IRS, à exceção dos casos de:

  • cidadãos com deficiência
  • trabalhadores de profissões de desgaste rápido (pescadores, desportistas profissionais e mineiros)

Unicamente os seguros que cubram exclusivamente riscos de doença, como os seguros de saúde, podem ser passíveis de deduções à coleta em sede de IRS.

Deduções de seguros de vida

Os portadores de deficiência podem deduzir os prémios de seguros de vida da seguinte forma:

  • 25% do prémio contratado em seu nome ou em nome do seu dependente deficiente, com um limite de 15% do coleta de IRS (art.º 86 CIRS).

Caso se trate de seguros de reforma por velhice tem como limite 65€ para não casados e de 130€ para casados.

  • Os trabalhadores de profissões de desgaste rápido podem deduzir a totalidade dos prémios do seguro de vida (art.º 27 CIRS).

Requisitos

Os seguros de vida devem:

  • garantir exclusivamente os riscos de morte, invalidez ou reforma por velhice e, no último caso, só o benefício tem de ser garantido após os 55 anos de idade e 5 anos de duração do seguro;
  • ser relativos ao contribuinte ou aos seus dependentes;
  • não terem sido objeto de dedução específica em nenhuma categoria de rendimentos.

Seguros de vida no IRS

Os seguros de vida podem ser declarados quadro 7 do anexo H, com o código 729.

Para profissionais sujeitos a desgaste rápido, a despesa com seguros pode ser inserida no quadro 4B do anexo A, com o código 413.

Por: João Paulo Moura Atualizado em 12/03/2014