No âmbito da proteção na parentalidade, a lei permite fazer intervalos no período normal de trabalho para amamentação. Quantos intervalos e de que forma é o que lhe respondemos de seguida.

É no Código do Trabalho que está prevista a forma de aplicação deste direito dos progenitores. Cumprido o período de licença de maternidade e regressando ao trabalho, estão previstas pausas para amamentar.

2 horas por dia para amamentação

Todas as trabalhadoras em período de amamentação têm direito a ausentar-se do trabalho durante duas horas por dia. Por norma, deverão gozar desse direito em dois períodos separados de uma hora cada, no máximo.

No entanto, se houver acordo entre a trabalhadora e a entidade empregadora, pode ser definido outro regime para o intervalo para amamentação. Por exemplo, gozando as duas horas entrando mais tarde ou saindo mais cedo.

Duração do benefício

O direito a intervalo no trabalho para amamentação não tem uma duração definida. Dura o tempo que durar a própria amamentação.

O mesmo não acontece com a aleitação, isto é, os casos em que a criança não é amamentada. Para estas situações, a dispensa apenas é possível até o filho completar um ano de idade. Mas tanto pode ser usufruída pela mãe como pelo pai, desde que ambos trabalhem.

Aviso prévio de 10 dias

Seja para amamentação ou aleitação, a entidade empregadora deve ser avisada do que pretendem fazer os progenitores. Até dez dias antes de iniciar o período de dispensa, deve avisar no trabalho que está a amamentar. E se o fizer durante mais de um ano, é obrigada a apresentar um atestado médico que o comprove.

Mais filhos, mais tempo

Mas o período de intervalo não é igual se tem um filho ou mais. Se foi mãe de dois gémeos, por exemplo, acrescem 30 minutos para o segundo.

Meia hora é também o mínimo de duração de intervalo para amamentação de trabalhadoras a tempo parcial. Em vez de duas horas diárias, a dispensa é calculada proporcionalmente às horas de trabalho por dia, mas nunca inferior aos 30 minutos.